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JPMorgan Eleva Recomendação das Ações da Vale com Expectativa de Valorização

Redação 01 de Setembro, 2023

No contexto de uma queda de 23% nas ações ao longo de 2023, o JPMorgan elevou sua recomendação para as ações da Vale (VALE3) de "neutro" para "overweight" (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) em um relatório intitulado "Mudança de Maré".

O preço-alvo para as ações negociadas na B3 foi revisado de R$ 75 para R$ 79 até o final de 2024, representando um potencial de valorização de 21,4% em relação ao fechamento anterior. Para o ADR (recibo de ação negociado na Bolsa de Nova York), o alvo foi aumentado de US$ 15 para US$ 16, representando um potencial de valorização de 21,5% em relação ao último fechamento.

Além do valuation mais atrativo, com as ações negociadas a um múltiplo de 4,2 vezes o EV/Ebitda esperado para 2024 (em comparação com um pico de 5,9 vezes no início do ano), o JPMorgan destacou outros fatores para a elevação da recomendação.

Os analistas do banco observam que, apesar do cenário pouco otimista no setor imobiliário, a China está produzindo aço em excesso, com exportações de 84 milhões de toneladas por ano. Esse excesso de produção de aço implica em um aumento no consumo de minério de ferro.

Eles também apontam que os preços do minério de ferro permanecem elevados, em cerca de US$ 120 por tonelada, em comparação com suas expectativas de preços mais próximos de US$ 100 por tonelada até o final do ano. Cada aumento de US$ 10 por tonelada adiciona US$ 2,7 bilhões ao Ebitda da Vale.

O JPMorgan destaca ainda que o curto prazo parece favorável para a Vale, à medida que os volumes de produção aumentam e a qualidade deve melhorar com a operação da barragem de Torto no complexo de Brucutu (MG), que recebeu licença de operação.

O mercado tem mantido uma postura relativamente cautelosa em relação à Vale e outras ações relacionadas ao setor de matérias-primas. Além disso, o governo da China lançou um pacote de estímulo nacional para o setor imobiliário, o que traz riscos de alta para as estimativas da Vale, segundo os analistas do JPMorgan.

É importante destacar que outras casas, como o Bradesco BBI e o BTG Pactual, também têm expressado uma visão positiva para a Vale recentemente, baseando-se na resiliência do minério de ferro e nos sinais de melhoria nas operações da empresa.


Fonte: Redação

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